Diwali: O Festival das luzes

diyas colocadas durante o diwali

Diwali, o Festival das Luzes, também conhecido como Deepavali, é uma das celebrações mais importantes e amplamente vividas na Índia. O festival simboliza a vitória da luz sobre as trevas, do bem sobre o mal e do conhecimento sobre a ignorância, sendo marcado por diyas (lamparinas de óleo), velas, orações e fogos de artifício.

Celebrado de diferentes formas conforme a região e a tradição, Diwali pode representar o retorno de Rama a Ayodhya, a prosperidade associada à deusa Lakshmi, a vitória de Krishna sobre Narakasura ou ainda o início de um novo ano em algumas comunidades.

Neste artigo, vamos conhecer a história e as origens de Diwali, suas diferentes tradições regionais, rituais e símbolos, além da culinária típica e de curiosidades que ajudam a compreender a riqueza e a diversidade desse importante festival indiano.

Diwali não possui uma data fixa no calendário gregoriano, pois sua celebração é determinada pelo calendário lunar hindu. O festival ocorre no dia de lua nova (Amavasya) do mês de Kartika, um período considerado especialmente auspicioso em muitas tradições da Índia. Por esse motivo, Diwali geralmente acontece entre o final de outubro e o início de novembro, variando a cada ano.

Essa variação está diretamente ligada aos ciclos lunares, que diferem do calendário solar usado internacionalmente. Como o calendário lunar se ajusta às fases da lua, a data de Diwali se desloca anualmente, podendo cair em dias diferentes mesmo dentro do mesmo intervalo de semanas.

Em 2025, o principal dia de Diwali foi celebrado em 20 de outubro, enquanto em 2026 a celebração principal ocorrerá em 8 de novembro.

Na Índia, muitos festivais seguem calendários lunares, baseados no movimento aparente da Lua observado da Terra
Na Índia, muitos festivais seguem calendários lunares, baseados no movimento aparente da Lua observado da Terra

O nome Diwali tem origem no termo Deepavali दीपावली (Dipavali), derivado do sânscrito — uma das línguas clássicas e mais antigas da Índia , cuja tradução literal é “uma fileira de luzes” ou “uma sequência contínua de lâmpadas acesas”. A palavra é formada pela união de dois termos: dipa, que significa luz, lamparina ou aquilo que ilumina e traz clareza, e avali, que se refere a uma fila, série ou continuidade.

Essa construção linguística vai além de um significado decorativo. Ela expressa a ideia de luz que se multiplica, passando de um ponto isolado para um conjunto harmonioso. No contexto cultural e espiritual indiano, a luz não representa apenas iluminação física, mas também conhecimento, consciência, sabedoria e discernimento moral.

dolo de Rama, Lakshmana e Sita juntos
Escultura sagrada de Rama, Lakshmana e Sita lado a lado

O ato de acender diyas (lamparinas de óleo) é o ritual mais emblemático de Diwali porque traduz, em gesto simples, o significado profundo do festival. Cada diya acesa simboliza a vitória da luz sobre a escuridão, do conhecimento sobre a ignorância e da esperança sobre o medo.

Tradicionalmente, as diyas são colocadas em entradas de casas, janelas, varandas e ruas para afastar a escuridão e acolher a energia positiva.

Mais do que um ritual visual, acender uma diya é um lembrete silencioso: mesmo a menor luz tem o poder de dissipar grandes sombras.

Mulheres arrumando diyas durante Diwali o Festival das Luzes
Mulheres arrumando diyas durante o Diwali

A história de Rama ocupa um lugar central no épico Ramayana e está profundamente ligada ao significado espiritual e simbólico de Diwali. Transmitida por gerações, essa narrativa não é apenas um relato histórico-épico, mas um guia de valores, dever e conduta ética que moldou a civilização indiana ao longo dos séculos.

Rama era o príncipe herdeiro de Ayodhya (atual cidade de Ayodhya, no estado de Uttar Pradesh), conhecido por sua retidão, autocontrole e compromisso absoluto com o dharma (dever). Pouco antes de sua coroação, uma manobra política dentro do palácio levou seu pai, o rei Dasharatha, a ordenar que Rama fosse enviado ao exílio por 14 anos. Aceitando a decisão sem revolta, Rama partiu para a floresta acompanhado de sua esposa Sita e de seu fiel irmão Lakshmana.

Rama parte de Ayodhya para um exílio de 14 anos acompanhado por Sita e Lakshmana, um episódio central do Ramayana que simboliza dever, renúncia e fidelidade ao dharma.
Rama, Sita e Lakshmana deixam Ayodhya para cumprir quatorze anos de exílio na floresta, conforme narrado no Ramayana

Durante o exílio, Rama viveu como um asceta, enfrentando perigos constantes, demônios e testes morais. Esse período simboliza o desapego, a disciplina e a capacidade de manter a integridade mesmo longe do conforto e do poder. Sita e Lakshmana compartilham dessas provações, reforçando os ideais de lealdade, companheirismo e força interior.

O sequestro de Sita por Ravana durante o exílio marca o ponto de virada do Ramayana, dando início à jornada de Rama para resgatá-la e restaurar a justiça
O sequestro de Sita por Ravana durante o exílio marca o ponto de virada do Ramayana, dando início à jornada de Rama para resgatá-la e restaurar a justiça

A narrativa se intensifica quando Sita é sequestrada por Ravana, o poderoso rei de Lanka. Dotado de grande conhecimento e força, Ravana é vencido não pela falta de poder, mas pelo orgulho e pela injustiça. O sequestro de Sita transforma a jornada de Rama em uma missão clara: restaurar a ordem moral e resgatar aquilo que foi injustamente tomado.

Rama, Lakshmana e Hanuman lideram o exército dos vanaras no ataque a Lanka para resgatar Sita, conforme narrado no Ramayana
Rama, Lakshmana e Hanuman avançam com a vanara sena contra Lanka para resgatar Sita

Para resgatar Sita, Rama reúne aliados e constrói uma poderosa aliança. O mais emblemático deles é Hanuman, símbolo máximo de devoção, coragem e serviço desinteressado. Com a ajuda de Hanuman e do exército de macacos (vanaras), Rama atravessa o oceano e enfrenta o vasto exército de Ravana em Lanka (Sri Lanka atual).

A batalha final não representa apenas um confronto físico, mas a luta eterna entre o bem e o mal. Rama encarna virtude, equilíbrio e justiça; Ravana, apesar de sua grandeza e erudição, personifica o ego desmedido e o abuso de poder.

A derrota de Ravana não ocorre apenas pela força das armas, mas também como consequência de maldições acumuladas por seus próprios atos. Entre elas, destaca-se a maldição de Nandi, proferida após Ravana humilhá-lo em Kailasa, reforçando a ideia de que o desrespeito ao divino e à ética inevitavelmente conduz à queda. Assim, o episódio reafirma que nenhum conhecimento ou poder pode sustentar-se quando desconectados da retidão e do dharma.

📚 Recomendação

A história de Rama é uma das narrativas que ajudam a compreender o significado de Diwali, especialmente a tradição que celebra seu retorno a Ayodhya após 14 anos de exílio. Esta adaptação em prosa de William Buck acompanha essa trajetória e os acontecimentos que moldam Rama, permitindo conhecer mais de perto os valores de dever, lealdade, coragem e retidão associados à sua figura. É uma leitura interessante para quem deseja aprofundar a história por trás de uma das celebrações mais importantes da tradição hindu e entender por que o retorno de Rama é associado à luz que vence a escuridão.

Se você realizar uma compra por meio desses links, poderemos receber uma pequena comissão, sem custo adicional para você.
O Ramayana

O Ramayana

Autor:   William Buck
★ ★ ★ ★ ★ 4.8
Ver em outros países: Brasil | Estados Unidos | França | Portugal

Após a vitória sobre Ravana e o resgate de Sita, Rama retorna a Ayodhya ao término dos 14 anos de exílio. Sua chegada simboliza a restauração do dharma, da justiça e da harmonia social. Tomados por alegria e devoção, os habitantes iluminam ruas, casas e palácios com lamparinas de óleo (diyas), lanternas e fogos, criando a paisagem luminosa que se tornou o núcleo simbólico de Diwali.

Durante a ausência de Rama, Ayodhya não ficou sem direção. Seu irmão Bharata, filho do rei Dasharatha com sua esposa Kaikeyi, recusou-se a ocupar o trono como rei legítimo. Em um gesto memorável de lealdade e humildade, Bharata governou em nome de Rama, colocando as sandálias de Rama no trono como símbolo de que o verdadeiro soberano permanecia o irmão exilado. Ele próprio viveu de forma simples, aguardando fielmente o retorno de Rama.

Quando Rama finalmente regressa, encontra um reino preservado não pela força, mas pela fidelidade ao dever. Sua coroação representa mais do que um ato político: é uma renovação espiritual coletiva. Assim, o retorno triunfante a Ayodhya reafirma a mensagem central de Diwali — a luz da retidão sempre retorna, mesmo após longos períodos de provação.

As virtudes de Rama são entoadas em lares por toda a Índia durante o Diwali, reverenciando-o como Maryada Purushottam — o ideal supremo da honra, da virtude e do dever.

Bharata se inclina em reverência diante de Rama, Sita e Lakshmana após o retorno a Ayodhya ao fim do exílio
Bharata presta reverência a Rama no retorno a Ayodhya, após 14 anos de exílio, simbolizando humildade, lealdade e respeito ao dharma no Ramaya

Além da associação com Rama, Diwali também está profundamente ligado à tradição de Krishna, especialmente em regiões do oeste, centro e sul da Índia. Segundo essa tradição, durante o período do Dvapara Yuga (a terceira das quatro eras cósmicas do ciclo do tempo na tradição hindu), Krishna derrotou o poderoso e tirânico Narakasura, governante de Pragjyotishapura, área associada ao atual estado de Assam.

Narakasura era conhecido por sua opressão e por manter 16.000 jovens mulheres em cativeiro. Ao derrotá-lo, Krishna não apenas pôs fim ao seu reinado injusto, mas também libertou as prisioneiras, restaurando dignidade, ordem e justiça. Esse episódio consolidou-se como um poderoso símbolo da vitória do bem sobre o mal, um dos significados centrais de Diwali.

Krishna derrota Narakasura em batalha, um episódio associado à celebração de Diwali e à vitória do bem sobre o mal
Krishna enfrenta e derrota Narakasura, o governante tirânico de Pragjyotishapura, um acontecimento lembrado em Diwali como símbolo da libertação, da justiça e da vitória do bem sobre o mal

A morte de Narakasura é lembrada no dia anterior a Diwali, conhecido como Naraka Chaturdashi, também chamado de Choti Diwali em muitas regiões. Esse dia marca simbolicamente o fim da escuridão moral e espiritual, preparando o caminho para a celebração principal de Diwali, quando a luz é acesa como expressão de renovação, libertação e esperança.

🪷 Recomendação

A presença de Krishna nas tradições relacionadas a Diwali também pode inspirar a decoração de espaços de oração e devoção. Esta estátua da KridayKraft representa Krishna tocando sua flauta ao lado da vaca Kamadhenu, sob uma árvore, em uma composição de aproximadamente 17 cm de altura. Feita de alumínio e metal, com acabamento dourado oxidado e detalhes artesanais, a peça reúne elementos profundamente associados à tradição hindu. Além de acompanhar um altar ou espaço de puja, também pode trazer à decoração doméstica uma representação de Krishna ligada à natureza, à música e à vida pastoral.

Se você realizar uma compra por meio desses links, poderemos receber uma pequena comissão, sem custo adicional para você.
Estátua de Krishna com a Vaca Kamadhenu sob uma Árvore

Estátua de Krishna com a Vaca Kamadhenu sob uma Árvore

Material:   Alumínio e metal
★ ★ ★ ★ ★ 4.4
Ver em outros países: Brasil | Estados Unidos | França | Portugal

Muitos hindus associam Diwali principalmente à Lakshmi, a deusa da riqueza, da prosperidade, da harmonia e da boa fortuna, consorte de Vishnu. Essa associação explica por que a noite principal de Diwali é dedicada à Lakshmi Puja, quando lares e comércios são cuidadosamente limpos, iluminados e preparados para receber a deusa.

De acordo com tradições amplamente difundidas e com fontes purânicas, o início do ciclo de cinco dias de Diwali está ligado ao episódio do Samudra Manthana — a “agitação do oceano de leite”. Nesse evento cósmico, descrito em vários textos antigos, os devas e asuras cooperam para obter o néctar da imortalidade. Entre os tesouros que emergem do oceano está a própria deusa Lakshmi, resplandecente, sentada sobre uma flor de lótus.

Essa narrativa aparece em diferentes versões nos Puranas (textos sagrados da tradição hindu que reúnem histórias, ensinamentos, cosmologia e genealogias), incluindo o Padma Purana, que associa o surgimento de Lakshmi ao período de Kartika. Algumas tradições interpretam esse momento como simbolicamente conectado ao início das celebrações de Diwali, quando a prosperidade e a ordem retornam ao mundo.

Outra tradição igualmente difundida afirma que a noite principal de Diwali marca o momento em que Lakshmi escolhe Vishnu como seu consorte, selando a união entre prosperidade (Lakshmi) e preservação da ordem cósmica (Vishnu). Esse simbolismo reforça a ideia de que riqueza, para ser duradoura, deve estar alinhada ao dharma, à ética e ao equilíbrio.

Lakshmi surge do oceano durante o Samudra Manthana, sentada sobre um lótus, simbolizando prosperidade, ordem e harmonia que emergem do caos cósmico
A deusa Lakshmi emerge do oceano durante o Samudra Manthana, a agitação do oceano cósmico, conforme descrito nos textos purânicos

Para os jainistas, Diwali marca um dos acontecimentos mais sagrados de sua tradição: o nirvana (libertação final) de Mahavira, o 24º tirthankara. Nirvana é o estado de libertação definitiva da alma, no qual cessam o ciclo de nascimentos e mortes (samsara), o sofrimento e o apego, sendo alcançado por meio do conhecimento, da disciplina e da conduta ética. Já um tirthankara é um mestre espiritual iluminado no Jainismo que descobre e ensina o caminho para essa libertação, servindo como um “construtor de pontes” para que outros também alcancem o mesmo estado.

Segundo a tradição jainista, Mahavira alcançou o nirvana em Pavapuri, localizada no atual estado de Bihar, no leste da Índia, na noite de lua nova do mês de Kartika — a mesma data em que Diwali é celebrado em grande parte do país. Esse evento é tradicionalmente datado de 527 a.C. (com pequenas variações cronológicas entre diferentes escolas jainistas).

Para os jainistas, esse momento representa o fim definitivo do ciclo de renascimentos e a conquista do conhecimento absoluto. Por isso, a luz acesa durante Diwali simboliza a continuidade da sabedoria após a libertação do mestre, reforçando que o verdadeiro significado do festival, nessa tradição, está na iluminação interior e na libertação espiritual.

De acordo com os textos jainistas, após o nirvana de Mahavira, o mundo entrou simbolicamente em um período de escuridão espiritual. Para marcar que o conhecimento e a sabedoria não haviam desaparecido com sua partida, discípulos e seguidores acenderam lâmpadas. Esse gesto transformou a luz no principal símbolo jainista de Diwali — não como prosperidade material, mas como continuidade da consciência e da verdade. Essa tradição é registrada em escrituras como o Kalpasutra.

Mahavira alcança o nirvana na noite de lua nova de Kartika, data celebrada pelos jainistas durante o período de Diwali
Mahavira, o 24º tirthankara do Jainismo, alcança o nirvana em Pavapuri na lua nova de Kartika — momento lembrado pelos jainistas durante Diwali como a vitória do conhecimento sobre a ignorância

No dia seguinte a Diwali, os jainistas celebram Gyan Panchami, uma data dedicada exclusivamente ao estudo e à veneração do conhecimento. Nesse dia, manuscritos antigos são limpos, textos sagrados são lidos e o aprendizado é exaltado como o caminho supremo para a libertação.

Para os sikhs, Diwali coincide com Bandi Chhor Divas, uma data de enorme significado histórico e espiritual. Ela celebra a libertação de Guru Hargobind Sahib, o sexto Guru do Sikhismo, que esteve preso pelo imperador mogol Jahangir no Forte de Gwalior, no início do século XVII. A libertação de Guru Hargobind não foi apenas pessoal: ele se recusou a sair sozinho e garantiu também a libertação de 52 príncipes hindus que estavam detidos injustamente.

Esse episódio deu origem ao nome Bandi Chhor Divas, que significa literalmente “o dia da libertação dos prisioneiros” — um símbolo poderoso de justiça, coragem moral e defesa da liberdade.

Segundo a tradição sikh, após sua libertação, Guru Hargobind Sahib chegou a Amritsar no dia de Diwali. Para celebrar seu retorno, o Templo Dourado foi iluminado com inúmeras lâmpadas, criando uma visão que permanece até hoje como uma das imagens mais emblemáticas do Diwali sikh.

Desde então, a iluminação do Templo Dourado durante Diwali tornou-se uma tradição contínua. A luz, nesse contexto, simboliza libertação, justiça e responsabilidade moral, valores centrais do Sikhismo.

Guru Hargobind Sahib confronta o imperador Jahangir na corte mogol e exige a libertação dos príncipes hindus presos
Guru Hargobind Sahib enfrenta o imperador Jahangir e garante a libertação de 52 príncipes hindus, episódio lembrado no Sikhismo como Bandi Chhor Divas, celebrado durante o período de Diwali como símbolo de justiça e libertação

Diferentemente de outras tradições, o foco do Diwali sikh não está na vitória de uma divindade sobre um demônio ou na prosperidade material, mas na libertação da opressão e no dever ético do líder. Guru Hargobind Sahib é lembrado como o ideal de autoridade justa — alguém que combina espiritualidade com responsabilidade social.

As celebrações incluem orações coletivas, kirtans (cânticos devocionais), leitura das escrituras sikh e atos de caridade, reforçando que a verdadeira luz é aquela que liberta, protege e eleva a comunidade.

Embora muitas inscrições antigas não mencionem explicitamente o nome “Diwali”, diversas inscrições hindus dos períodos Gupta e pós-Gupta (séculos IV–VII) registram o ritual de Kartika Deepa — o acendimento de lâmpadas durante o mês de Kartika. Esses registros mencionam doações de óleo para manter lâmpadas acesas em templos, feitas por reis, nobres e comerciantes.

Essas evidências mostram que a iluminação de templos e espaços sagrados já era uma prática ritual institucionalizada na Índia séculos antes de Diwali assumir sua forma mais unificada e pan-indiana.

Na literatura cortesã do século VII, Banabhatta, autor do Harshacharita, descreve festivais noturnos realizados durante o reinado do imperador Harsha, marcados por iluminação pública, música, celebrações urbanas e ampla participação popular. O reino de Harsha estendia-se pelo norte da Índia, abrangendo regiões que hoje correspondem principalmente aos atuais estados de Uttar Pradesh, Haryana, Bihar e partes de Madhya Pradesh. Embora Banabhatta não utilize explicitamente o termo Deepavali, suas descrições correspondem claramente a festivais de luz celebrados no mês de Kartika.

Essas referências indiretas ganham maior clareza quando comparadas com o Nagananda, uma peça teatral composta pelo próprio imperador Harsha, na qual o festival é nomeado diretamente como Deepapratipadotsava — um evento caracterizado pelo acendimento ritual de lâmpadas.

O poeta clássico Kalidasa (séculos IV–V), autor de Abhijnanashakuntalam , célebre obra que narra a história de amor entre Shakuntala e Dushyanta, não menciona Diwali nominalmente. No entanto, em obras como Raghuvamsha, descreve cidades decoradas com lâmpadas, celebrações noturnas reais e o uso ritual da luz como símbolo de prosperidade, ordem e legitimidade do poder. Esses elementos são considerados por estudiosos como parte do ambiente ritual que mais tarde se associaria à tradição de Diwali.

Além de Al Biruni, diversos cronistas islâmicos registraram festivais indianos marcados por intensa iluminação noturna e grandes celebrações coletivas. O historiador árabe Al Masudi, em suas obras do século X, descreveu costumes religiosos na Índia que envolviam luzes, reuniões públicas e celebrações noturnas.

Ainda no campo das fontes estrangeiras, o monge budista chinês Xuanzang, que visitou a Índia entre 629 e 645 d.C., registrou em seu relato de viagem 大唐西域記 (Registros da Grande Dinastia Tang sobre as Regiões Ocidentais) a existência de grandes festivais religiosos noturnos, com cidades e espaços sagrados iluminados por lâmpadas.

O monge chinês Xuanzang observa festivais indianos com iluminação noturna durante sua viagem pela Índia no século VII
O monge chinês Xuanzang observa festivais indianos com iluminação noturna durante sua viagem pela Índia no século VII

Durante o Império Mogol, Diwali aparece em crônicas e registros administrativos da corte. Sob Akbar, festivais hindus, incluindo Diwali, foram incorporados ao calendário imperial (Tarikh-i-Ilahi), e pinturas da corte mostram palácios e cidades iluminadas durante festivais de outono associados à celebração.

Esse cenário mudou no reinado de Aurangzeb, quando festivais hindus como Diwali foram proibidos e reprimidos, com restrições às celebrações públicas. Ainda assim, o festival continuou a ser praticado em âmbito privado, demonstrando sua profunda raiz cultural e resiliência histórica.

A partir do século XV, viajantes europeus passaram a registrar descrições diretas de Diwali. O mercador veneziano Niccolò de’ Conti relatou cidades indianas iluminadas por inúmeras lâmpadas de óleo, além de música, dança, roupas novas e banquetes.

No século XVI, o português Domingo Paes descreveu a celebração de Dipavali no Império Vijayanagara, no sul da Índia, destacando casas e templos intensamente iluminados.

Durante o período colonial britânico na Índia, relatos de comerciantes, administradores e missionários dos séculos XVII e XVIII também registraram os chamados “festivais de lâmpadas”, com cidades iluminadas e reuniões familiares, evidenciando a continuidade dessas tradições ao longo dos séculos.

A gastronomia ocupa um lugar especial nas celebrações de Diwali. Durante o festival, famílias preparam e oferecem uma grande variedade de doces e salgados, que também são compartilhados com parentes, amigos e vizinhos como expressão de hospitalidade, alegria e prosperidade.

Entre os doces mais populares estão o jalebi, o gulab jamun, o rasgulla, o kaju katli e os pedas. Nos salgados, o samosa é um dos favoritos, acompanhado por diversas especialidades regionais.

Mais do que simples comidas festivas, esses pratos fazem parte do ritual de dar, receber e compartilhar, transformando a mesa de Diwali em mais uma forma de celebrar a união e a generosidade.

Diferentes variedades de doces tradicionais são compartilhadas entre amigos e famílias durante as celebrações de Diwali
Durante Diwali, uma grande variedade de doces tradicionais é preparada e compartilhada entre amigos, vizinhos e familiares, simbolizando alegria, generosidade e união

O primeiro dia de Diwali, conhecido como Dhanteras — também chamado Dhantrayodashi — é dedicado à prosperidade, à saúde e à renovação positiva. A data ocorre no décimo terceiro dia lunar (trayodashi) da quinzena escura do mês de Kartika. Tradicionalmente, famílias compram metais preciosos, joias ou utensílios novos para o lar, acreditando que esse gesto simbólico atrai abundância, estabilidade e boas energias para o novo ciclo que se inicia.

Dhanteras está intimamente associado a Dhanvantari, considerado o divino curador e a fonte do conhecimento da medicina tradicional indiana. Segundo a tradição, Dhanvantari emergiu do Samudra Manthana — a agitação do oceano cósmico — trazendo o pote de amruta, o néctar da imortalidade, além dos fundamentos do saber que mais tarde se desenvolveriam como Ayurveda. Por isso, o dia é dedicado não apenas à riqueza material, mas sobretudo à saúde, longevidade e bem-estar.

É interessante notar que esse mesmo amruta aparece em outra importante narrativa da tradição hindu: mais tarde, Garuda parte em busca do néctar da imortalidade para salvar sua mãe, Vinata, da servidão.

Além das compras simbólicas, muitas famílias realizam orações a Lakshmi e a Dhanvantari, pedindo prosperidade acompanhada de equilíbrio físico e mental. É comum também acender lamparinas ao entardecer, como sinal de gratidão e acolhimento da energia positiva.

Durante Dhanteras e Diwali, estima-se que a compra de ouro na Índia movimente cerca de US$ 18 bilhões
Durante Dhanteras e Diwali, estima-se que a compra de ouro na Índia movimente cerca de US$ 20 bilhões

Conhecido como Choti Diwali, este segundo dia celebra a vitória do bem sobre o mal, lembrando a derrota do demônio Narakasura pelo deus Krishna. As casas são cuidadosamente limpas e decoradas com diyas e lanternas para afastar energias negativas. Muitas pessoas realizam pequenos rituais matinais e preparam doces e petiscos tradicionais, criando um clima de expectativa para o dia principal do festival.

Yama Deepam é um ritual tradicional associado a Diwali, especialmente observado no sul da Índia. Consiste em acender uma lamparina dedicada a Yama, o senhor da morte e da justiça, geralmente no entardecer de Naraka Chaturdashi, o dia que antecede o Diwali principal.

A lamparina é colocada fora da casa, muitas vezes ao sul da entrada, direção simbolicamente ligada a Yama. O gesto representa um pedido de proteção, longevidade e afastamento de infortúnios, reconhecendo o ciclo da vida e da morte como parte da ordem cósmica.

Fogos de artifício coloridos no céu à noite
Fogos iluminam o céu em uma noite festiva

O terceiro dia é o coração do festival de Diwali, simbolizando luz, alegria e renovação. Pessoas decoram entradas com rangolis coloridos e trocam presentes. É um momento de reencontro com amigos e familiares, de compartilhar doces e fortalecer laços comunitários. É também a noite mais importante das celebrações, marcada pela Lakshmi Puja e pela reunião das famílias em torno da devoção e da prosperidade.

A principal prática espiritual do dia é a Lakshmi Puja, realizada à noite, para invocar Lakshmi, pedindo prosperidade, harmonia e boa sorte para o ano que se inicia.

Durante a Lakshmi Puja, o altar é cuidadosamente preparado e decorado com flores, diyas, rangolis e imagens ou ídolos de Lakshmi. A cerimônia é realizada em um muhurta (horário considerado auspicioso), quando a família se reúne para oferecer flores, frutas, doces, moedas e outros itens simbólicos à deusa. As orações e bhajans (cânticos devocionais) são entoados durante a puja, criando um ambiente de devoção e celebração. Em muitas famílias, até mesmo a vassoura, símbolo de limpeza e prosperidade do lar, é incluída e reverenciada durante o ritual.

Após as orações, a atmosfera se torna ainda mais festiva, com fogos de artifício, celebrações noturnas e cidades inteiras iluminadas por milhares de luzes. Famílias acendem diyas (lamparinas) em todos os cômodos da casa,

🪔 Recomendação

A preparação da casa para a Lakshmi Puja pode ganhar um toque especial com o aroma de incensos, criando uma atmosfera agradável durante os momentos de oração e devoção. Este kit reúne 14 aromas diferentes, com 7 varetas de cada fragrância, totalizando 98 unidades. Produzidos na Índia, os incensos têm tempo de queima de aproximadamente 40 minutos por vareta, permitindo escolher diferentes aromas conforme a ocasião. A variedade também torna o kit interessante para o uso cotidiano, seja para perfumar a casa, acompanhar momentos de meditação ou simplesmente criar um ambiente mais acolhedor.

Se você realizar uma compra por meio desses links, poderemos receber uma pequena comissão, sem custo adicional para você.
Kit de Incensos Massala Premium Indiano

Kit de Incensos Massala Premium Indiano

Marca:   RIV E-COMMERCE
★ ★ ★ ★ ★ 4.6
Ver em outros países: Brasil | Estados Unidos | França | Portugal

O rangoli é uma arte tradicional indiana feita no chão, geralmente na entrada das casas, usando pós coloridos, arroz, flores ou outros materiais naturais. Seus desenhos podem formar padrões geométricos, flores, símbolos auspiciosos e representações tradicionais.

Durante o Diwali, o rangoli é usado para embelezar a entrada da casa e simbolizar boas-vindas, prosperidade e auspiciosidade. A tradição também está presente em outros festivais, assumindo diferentes formas e nomes regionais, como o Kolam no Pongal, em Tamil Nadu. Também pode ser encontrado em celebrações como Navratri, Ganesh Chaturthi e Makar Sankranti. Em muitas famílias, sua preparação é uma atividade coletiva que envolve diferentes gerações.

Um belo rangoli colorido desenhado no chão para a celebração de Diwali
Rangoli encantador no chão, trazendo cor e alegria para o Diwali

O quarto dia de Diwali, conhecido como Govardhan Puja ou Annakut, celebra a proteção divina, a abundância da natureza e a gratidão coletiva. A data está ligada ao episódio em que Krishna protegeu os moradores da aldeia ao erguer o monte Govardhan, ensinando a importância da humildade, da devoção e do respeito às forças naturais.

Nesse dia, devotos preparam o Annakut, literalmente “montanha de alimentos” — uma grande variedade de pratos vegetarianos, doces e preparações tradicionais dispostas como oferenda. Govardhan Puja também é um momento de reunião familiar e comunitária, no qual a gratidão ocupa lugar central.

Krishna celebra Govardhan Puja com os moradores da vila, conforme narrado nas tradições ligadas ao período de Diwali
Krishna celebra Govardhan Puja com os moradores da vila, conforme narrado nas tradições ligadas ao período de Diwali

O último dia, Bhai Dooj, é dedicado aos laços entre irmãos e irmãs. As irmãs realizam rituais e orações pela segurança, saúde e sucesso dos irmãos, aplicando tilak na testa deles. Em troca, recebem presentes e bênçãos. Este dia fortalece os laços familiares, simbolizando carinho, proteção e compromisso entre irmãos e irmãs, encerrando o festival com afeto e celebração da união familiar.

A celebração pode lembrar o famoso Raksha Bandhan, outro festival hindu dedicado ao vínculo entre irmãos, no qual as irmãs amarram um rakhi no pulso dos irmãos como símbolo de amor e proteção.

Abaixo está um lindo bhajan da deusa Lakshmi que é cantado em todas as famílias durante o Diwali.

YouTube thumbnail


Para assistir ao vídeo diretamente no YouTube, clique aqui.

Embora Diwali seja celebrado em grande parte da Índia, suas narrativas e costumes variam significativamente entre as regiões.

No norte da Índia, o festival está fortemente associado ao retorno de Rama a Ayodhya após 14 anos de exílio e sua vitória sobre Ravana. Em Ayodhya, essa tradição ganha uma dimensão especial, com milhares de diyas iluminando as margens do rio Sarayu.

No sul da Índia, o festival é geralmente chamado de Deepavali e, em muitos lugares, está associado à vitória de Krishna sobre Narakasura. Em estados como Tamil Nadu, Karnataka, Andhra Pradesh e Telangana, a celebração costuma começar cedo, com banho ritual com óleo, roupas novas, doces e pratos tradicionais preparados especialmente para a ocasião. Em Kerala, Deepavali tem uma presença mais discreta, já que o grande festival regional é o Onam.

No leste da Índia, especialmente em Bengala Ocidental, Diwali coincide com a Kali Puja, dedicada à deusa Kali. Em Odisha, a celebração possui costumes próprios, incluindo a iluminação de lâmpadas e rituais tradicionais ligados aos antepassados.

No oeste da Índia, especialmente em Gujarat e Maharashtra, Diwali está profundamente ligado à prosperidade, aos negócios e ao início de um novo ciclo. Em Gujarat, o período inclui o Bestu Varas, considerado o Ano-Novo Gujarati

Assim, embora as luzes sejam um elemento comum, Diwali não é uma celebração idêntica em toda a Índia: cada região preserva suas próprias narrativas, divindades, rituais e tradições, tornando o festival uma expressão extraordinariamente diversa da cultura indiana.

Diyas acesos cuidadosamente dispostos ao redor de um belo rangoli colorido
Diyas iluminando e embelezando o rangoli durante as celebrações de Diwali
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebra Diwali na Casa Branca em 2019 durante um evento oficial
O presidente norte-americano Donald Trump participa da celebração de Diwali na Casa Branca em 2019
Foto: Official White House

Com a diáspora indiana, Diwali tornou-se um festival global. Hoje, é feriado oficial ou amplamente reconhecido em diversos países com grandes comunidades sul-asiáticas, e integra calendários culturais e institucionais ao redor do mundo.

No Reino Unido, cidades como Leicester e Londres realizam grandes celebrações públicas. No Canadá, Diwali é oficialmente reconhecido em várias províncias e celebrado por escolas e instituições. Nos Estados Unidos, o festival ganhou destaque nacional: celebrações ocorrem em universidades, governos locais e, de forma simbólica, na Casa Branca, onde presidentes norte-americanos costumam acender um diya em eventos oficiais de Diwali.

Esse reconhecimento institucional reflete o alcance contemporâneo do festival. Diwali, hoje, é tanto uma celebração religiosa quanto um marco cultural internacional, associado a diversidade, inclusão e diálogo entre comunidades — uma luz que atravessa fronteiras.

Em dezembro de 2025, o Diwali foi reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, reforçando sua importância histórica, espiritual e cultural para milhões de pessoas ao redor do mundo.

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e a primeira-dama Jill Biden celebram Diwali na Casa Branca em 2023
O presidente norte-americano Joe Biden e a primeira-dama Jill Biden participam da celebração de Diwali na Casa Branca em 2023
Foto: Official White House
Durante Diwali, grandes quantidades de roupas, acessórios, utensílios domésticos e itens decorativos são vendidos nos mercados indianos
Durante o período de Diwali, mercados e lojas registram vendas expressivas de roupas novas, acessórios, utensílios domésticos e itens decorativos, refletindo a importância econômica e cultural do festival

Historicamente, investidores realizam movimentações estratégicas antes e durante Diwali. O aumento na compra de ações reflete otimismo econômico e alinhamento cultural. O festival influencia não apenas o consumo, mas também investimentos pessoais e empresariais.Muitos veem a ocasião como oportunidade de prosperidade e crescimento financeiro.

Diwali também provoca um dos maiores picos de atividade comercial do ano na Índia. Segundo estimativa da Confederação de Todos os Comerciantes da Índia (CAIT), as vendas relacionadas ao festival em 2025 chegaram a cerca de US$ 62,1 bilhões em bens, além de aproximadamente US$ 7,5 bilhões em serviços, totalizando cerca de US$ 69,5 bilhões. O valor representou um crescimento de aproximadamente 25% em relação a 2024. A atividade festiva também teria gerado cerca de 5 milhões de empregos temporários em setores como varejo, transporte, logística, embalagem e entregas.

A Índia possui dezenas de celebrações milenares além do Holi. Para explorar outras festas, tradições e curiosidades culturais, veja também nosso guia completo sobre festivais indianos.

Diwali é muito mais do que um festival: é uma celebração que une tradição, espiritualidade e alegria coletiva. Ao iluminar casas, ruas e templos, reforça valores como união familiar, gratidão, solidariedade e esperança.

Além de seu significado cultural e espiritual, o festival movimenta o comércio, o artesanato e diversos setores da economia, ao mesmo tempo em que representa para muitos um momento de renovação e novos começos. Levada pela diáspora indiana, a celebração ultrapassou as fronteiras da Índia e hoje ilumina cidades ao redor do mundo, adaptando-se a diferentes culturas sem perder sua essência.

Em sua essência, Diwali simboliza esperança, prosperidade e renovação — um lembrete de que a luz, quando compartilhada, torna-se ainda mais forte.

Perguntas Frequentes

O que é Diwali e por que é chamado de Festival das Luzes?

Diwali é um dos principais festivais da Índia e simboliza a vitória da luz sobre a escuridão. O acendimento de lamparinas representa esperança, conhecimento e renovação espiritual.

Qual é a origem histórica do Diwali?

Diwali tem origens múltiplas, incluindo o retorno de Rama a Ayodhya, a vitória de Krishna sobre Narakasura e tradições ligadas a Lakshmi, Jainismo e Sikhismo.

Quando Diwali é celebrado e por que a data muda?

Diwali ocorre na lua nova do mês de Kartika, segundo o calendário lunar hindu. Por isso, a data varia todos os anos entre outubro e novembro.

Por que as pessoas acendem diyas em Diwali?

As diyas simbolizam o afastamento da ignorância e a entrada da luz do conhecimento. Elas são acesas especialmente na noite mais escura de Kartika.

Há diferença entre Diwali e Deepavali?

Não. “Diwali” é uma forma popular do norte da Índia, enquanto “Deepavali” vem do sânscrito e é comum no sul, ambos significando “fileira de luzes”.

Por que Lakshmi é adorada durante Diwali?

Lakshmi é a deusa da prosperidade e acredita-se que visita lares limpos e iluminados durante Diwali. A adoração busca riqueza acompanhada de harmonia e equilíbrio.

Como Diwali é celebrado em diferentes regiões da Índia?

As tradições variam: no norte, celebra-se Rama; no sul, Krishna e Narakasura; no oeste, a prosperidade; e no leste, rituais comunitários locais.

O que Diwali significa para jainistas e sikhs?

Para jainistas, marca o nirvana de Mahavira; para sikhs, coincide com Bandi Chhor Divas, celebrando a libertação de Guru Hargobind Sahib.

Por que Dhanteras é celebrado antes de Diwali?

Dhanteras marca o início do festival e está ligado à saúde e prosperidade. É tradicional comprar ouro, metais ou utensílios nesse dia.

Diwali é celebrado fora da Índia?

Sim. Diwali é celebrado globalmente, com reconhecimento oficial em vários países e eventos em locais como a Casa Branca e grandes capitais.

Qual é o impacto econômico de Diwali?

Diwali movimenta bilhões de dólares em setores como ouro, roupas, doces, eletrônicos e decoração, sendo um dos períodos mais importantes da economia indiana.

Quantos dias dura o festival de Diwali?

Diwali dura cinco dias: Dhanteras, Naraka Chaturdashi (Choti Diwali), Diwali/Deepavali (Lakshmi Puja), Govardhan Puja (Annakut) e Bhai Dooj. Cada dia possui rituais e significados próprios ligados à prosperidade, luz e união familiar.

Quando é o Diwali em 2026 e quando o festival começa?

Em 2026, o Diwali será celebrado no dia 8 de novembro, um domingo. O festival começa dois dias antes, com Dhanteras em 6 de novembro (sexta-feira), seguido por Naraka Chaturdashi ou Choti Diwali em 7 de novembro (sábado). Após o Diwali, as celebrações continuam com Govardhan Puja em 9 de novembro e Bhai Dooj em 10 de novembro.