Chhath Puja: A Celebração da Deus Solar e da Gratidão à Natureza

Frutas frescas dispostas nas margens do rio durante o festival Chhath Pooja, sob a luz suave do nascer do sol

O Chhath Puja é um dos antigos rituais solares da Índia, dedicado ao deus Sol (Surya) e à Chhathi Maiya, divindade associada à proteção dos filhos e à continuidade da vida. Celebrado principalmente em Bihar, Jharkhand e Uttar Pradesh, além de regiões do Nepal, o festival acontece junto a rios, lagos e outros corpos d’água, onde os devotos realizam oferendas ao Sol nascente e poente. A celebração é marcada por jejum, disciplina e devoção, com rituais transmitidos entre gerações e pedidos de saúde, prosperidade e proteção para a família.

Neste artigo, vamos conhecer a história do Chhath Puja, seus principais rituais, o simbolismo do culto solar e sua relação com a natureza.

Chhath Puja é celebrado todos os anos no mês de Kartika, de acordo com o calendário lunissolar hindu, geralmente entre outubro e novembro. O festival ocorre seis dias após Diwali, no sexto dia da quinzena lunar crescente (Shukla Paksha), e se estende por quatro dias consecutivos, cada um com rituais específicos e rigorosamente observados.

Por estar ligado ao calendário lunar, a data do Chhath Puja varia a cada ano no calendário gregoriano, ao contrário de festivais solares como Makar Sankranti. Ainda assim, sua posição dentro do ciclo ritual hindu é estável e bem definida, sempre associada ao período pós-monsão, quando os rios estão cheios e a natureza renovada — um contexto considerado ideal para a adoração do Sol. Para entender melhor a relação entre as estações e as celebrações indianas, confira também nosso artigo sobre as estações do ano na Índia e os festivais de cada período.

Em 2026, o festival ocorrerá de sexta-feira, 13 de novembro, a segunda-feira, 16 de novembro, com o dia mais sagrado — Surya Shashthi — observado no domingo, 15 de novembro.

छठ पूजा (Chhath Puja) combina elementos do calendário lunar e da devoção solar. O termo छठ (Chhath) deriva de षष्ठी (Shashthi), palavra sânscrita que significa “sexto”, referindo-se ao sexto dia do mês lunar de Kartika. Já पूजा (Puja) é um termo sânscrito que significa adoração, veneração ou ato ritual. Assim, Chhath Puja pode ser entendido como a adoração realizada no sexto dia lunar.

A celebração enfatiza especialmente as oferendas ao Sol nascente e poente, reconhecido como fonte de vida, saúde, tempo e prosperidade.

Um templo antigo em Bihar, símbolo da rica tradição arquitetônica e espiritual da Índia antiga
Templo antigo em Bihar, com arquitetura histórica e esculturas detalhadas

O núcleo do Chhath Puja é a adoração direta do Sol nascente e poente, prática que remonta às camadas mais antigas da religiosidade indiana. Desde os períodos védicos, o Sol é compreendido como regulador do rta — a ordem cósmica que governa o tempo, as estações, a moral e a vida. Diferente de rituais templários posteriores, o Chhath preserva essa forma arcaica de devoção: realizado ao ar livre, junto à água, sem ídolos ou intermediários sacerdotais.

Embora o Chhath não seja descrito como um festival formal nos Vedas, os hinos do Rigveda dedicados a Surya estabelecem seu fundamento conceitual: o Sol como fonte de energia vital, saúde, fertilidade e continuidade da vida. A prática de oferecer arghya (água ritual) ao Sol — central no Chhath Puja — já aparece em contextos védicos como gesto de reconhecimento, alinhamento e gratidão à ordem cósmica.

Sita realizando o ritual do Chhath Puja às margens do rio Narayani (Gandaki)
Segundo a tradição, Sita teria realizado o Chhath Puja às margens do rio Narayani (Gandaki) durante seu período no ashram de Valmiki

Uma tradição associada ao Ramayana relaciona o Chhath Puja a Rama e Sita após seu retorno à cidade de Ayodhya. Segundo essa tradição, depois de Diwali, Rama e Sita observaram um jejum, e Sita realizou a adoração a Surya durante Surya Shashthi. A narrativa também associa essa prática à bênção que teria resultado no nascimento de Lava e Kusha, seus filhos gêmeos. Essa tradição reforça a ligação do Chhath com a proteção familiar, a fertilidade e a continuidade da vida. Ela também se relaciona à imagem de Rama como Maryada Purushottam, o ideal de retidão, dever e governo justo.

Outra tradição, preservada em partes de Bihar e do Nepal, afirma que Sita teria celebrado o Chhath durante sua permanência no ashram (retiro espiritual onde sábios vivem, ensinam e praticam disciplinas religiosas) de Valmiki, às margens do rio Narayani (Gandaki), na atual região do Nepal. Essa narrativa faz parte da tradição popular associada ao festival, e não de um episódio descrito diretamente no Ramayana.

📖 Recomendação

A tradição que relaciona o Chhath Puja a Rama e Sita, especialmente após o retorno a Ayodhya, é uma boa oportunidade para conhecer melhor a narrativa do Ramayana e os personagens associados a ela. O Ramayana: O Clássico Poema Épico Indiano Recontado em Prosa por William Buck apresenta em prosa a trajetória de Rama, Sita e outros personagens do épico, ajudando o leitor a compreender melhor o universo narrativo ao qual essas tradições populares fazem referência. A edição em português possui 536 páginas.

Se você realizar uma compra por meio desses links, poderemos receber uma pequena comissão, sem custo adicional para você.
O Ramayana

O Ramayana

Autor:   William Buck
★ ★ ★ ★ ★ 4.8
Ver em outros países: Brasil | Estados Unidos | França | Portugal
Karna, filho de Surya e Kunti, associado à devoção solar e ao destino
A origem de Karna, filho de Surya e Kunti, é tradicionalmente associada à devoção solar de Kunti

No Mahabharata, o Chhath Puja aparece associado a momentos decisivos de provação e busca por proteção divina. Kunti, mãe dos Pandavas, é uma das figuras centrais dessas narrativas. Após escaparem do episódio da Lakshagriha — o palácio incendiado construído para assassinar os Pandavas por meio de uma conspiração —, Kunti teria realizado o Chhath Puja como ato de gratidão ao deus Sol (Surya) e como pedido de estabilidade, segurança e continuidade para seus filhos.

A própria origem de Karna, filho de Surya e de Kunti, é frequentemente relacionada à profunda devoção solar de Kunti, reforçando o vínculo simbólico entre o Sol, a verdade, a proteção divina e o destino na tradição épica indiana.

Draupadi realizando o Chhath Puja em devoção pelo destino dos Pandavas
Draupadi realizando o Chhath Puja em devoção pelo destino dos Pandavas

A tradição também associa o Chhath Puja a Draupadi, esposa comum dos cinco Pandavas e uma das figuras femininas centrais do Mahabharata, que teria observado o voto para pedir força, proteção e justiça durante o período que antecede a guerra de Kurukshetra, o grande conflito épico que decide o destino dos reinos. Em Nagdi, uma localidade próxima à cidade de Ranchi, atual capital do estado de Jharkhand, acredita-se que Draupadi tenha realizado o ritual junto a uma fonte natural, e não às margens de um rio. Até hoje, o Chhath Puja é celebrado exatamente nesse local, preservando a memória do episódio — um exemplo claro de continuidade ritual profundamente ligada à geografia sagrada e à tradição local.

📖 Recomendação

As tradições que relacionam o Chhath Puja a Kunti, Karna e Draupadi também podem despertar o interesse por conhecer o universo narrativo do Mahabharata. O Mahabharata: O Clássico Poema Épico Indiano Recontado em Prosa por William Buck apresenta em prosa a grande narrativa dos Pandavas, incluindo personagens como Kunti e Draupadi e os acontecimentos que conduzem à guerra de Kurukshetra. É uma forma de explorar com mais profundidade os personagens e episódios associados às tradições populares do Chhath.

Se você realizar uma compra por meio desses links, poderemos receber uma pequena comissão, sem custo adicional para você.
O Mahabharata: O Clássico Poema Épico Indiano Recontado em Prosa

O Mahabharata: O Clássico Poema Épico Indiano Recontado em Prosa

Autor:   William Buck
★ ★ ★ ★ ★ 4.8
Ver em outros países: Brasil | Estados Unidos | França | Portugal

Nos Puranas, especialmente no Brahma Vaivarta Purana, aparece a figura de Chhathi Maiya, a divindade materna venerada durante o Chhath Puja.

Uma narrativa amplamente difundida conta a história do rei Priyavrata, filho de Manu Svayambhu — o primeiro legislador e ancestral da humanidade na tradição indiana. Após o nascimento de um filho natimorto, a deusa Shashthi se manifesta e revela-se como Chhathi Maiya, descrita como a sexta forma da Prakriti (o princípio primordial da natureza, fonte de toda a criação e energia vital), concedendo vida à criança. Esse episódio reforça a associação do Chhath Puja com a proteção infantil e o bem-estar familiar, especialmente entre mulheres que realizam o voto pela saúde e continuidade da família.

Deusa Shashthi revelando-se como Chhathi Maiya e concedendo vida ao filho do rei Priyavrata
Deusa Shashthi revelando-se como Chhathi Maiya e concedendo vida ao filho do rei Priyavrata

Ao longo dos séculos, o Chhath Puja manteve uma forma surpreendentemente estável, especialmente em Bihar, leste de Uttar Pradesh, Jharkhand, Nepal e regiões associadas ao curso do Ganges. Em locais como Munger, o festival é profundamente ligado à tradição de Sita Charan (ou Sita Manpatthar) — uma rocha no meio do rio Ganges onde se acredita que Sita tenha celebrado o Chhath. O Templo Sitacharan, nesse local, permanece até hoje como um importante centro de devoção popular.

Chhath Puja na Índia
Nascer do sol visto da margem do rio ganges, refletindo nas águas calmas e criando uma paisagem serena

Durante o Império Maurya (c. 322–185 a.C.) e os reinos que o sucederam, o conceito de dharma como ordem universal reforçou a importância do Sol como símbolo de estabilidade, verdade e vigilância moral. Embora o Estado Maurya não tenha promovido um culto solar institucionalizado nos moldes do Chhath, a centralidade do Sol como testemunha cósmica permeava a administração, os juramentos e a organização do tempo.

Essa percepção fortaleceu a legitimidade de rituais solares praticados fora dos templos, especialmente nas margens de rios — espaços que não pertenciam exclusivamente ao Estado nem ao sacerdócio, mas à comunidade como um todo.

Leões de Ashoka em Sarnath, escultura do período Maurya associada ao dharma
Os Leões de Ashoka em Sarnath, esculpidos durante o Império Maurya no século III a.C., em uma fotografia de 1911

Durante o período Gupta (c. 320–550 d.C.), quando a astronomia, a matemática e a iconografia religiosa floresceram, o culto ao Sol ganhou expressão monumental em templos e imagens régias. No entanto, o Chhath Puja seguiu um caminho diferente: permaneceu deliberadamente não monumental, sem templos dedicados exclusivamente ao ritual, preservando sua forma arcaica e direta.

Moedas do período Gupta com arqueiro de um lado e a deusa Lakshmi do outro
Moedas do período Gupta com arqueiro de um lado e a deusa Lakshmi do outro

Durante a Idade Média, o Chhath Puja continuou popular no norte da Índia, especialmente em regiões como Magadha, Mithila e Kosala. Tradições locais indicam que governantes apoiavam a manutenção de ghats, reservatórios e margens fluviais, essenciais para os rituais. Templos solares medievais, como o Deo Surya Mandir, também se tornaram importantes centros de devoção, embora o Chhath tenha preservado seu caráter comunitário e realizado diretamente junto à água.

Deo Surya Mandir em Bihar em fotografia histórica de 1870
O Deo Surya Mandir, localizado em Bihar, em uma fotografia de 1870; templo solar medieval que se tornou um importante centro regional de devoção a Surya e referência para celebrações ligadas ao culto solar

O Chhath Puja se desenrola ao longo de quatro dias consecutivos, organizados com precisão ritual e um grau raro de disciplina espiritual.

O festival começa com a purificação física e espiritual. Ao amanhecer, os devotos tomam banho em um rio sagrado — tradicionalmente o Ganges, mas também em afluentes, lagos ou reservatórios locais — e realizam uma limpeza completa da casa. Esse gesto inicial estabelece a base do voto (vrata): pureza externa como reflexo de intenção interior.

Após o banho ritual, prepara-se uma refeição simples e estritamente vegetariana, geralmente composta por arroz, abóbora e lentilhas, cozidos em utensílios limpos e, em algumas famílias, tradicionalmente de barro. A refeição é consumida apenas uma vez naquele dia. A partir daí, inicia-se o controle alimentar e o compromisso com a austeridade, marcando a transição do cotidiano para o tempo sagrado.

O segundo dia aprofunda a disciplina. Os devotos observam um jejum rigoroso durante todo o dia, dedicando-se à oração e à preparação das oferendas. Ao pôr do sol, o jejum é quebrado com uma refeição ritual específica: kheer (arroz doce preparado com leite e açúcar), frutas e thekua, um doce tradicional feito principalmente com farinha de trigo, rapadura e ghee.

Preparado com cuidado para as oferendas do festival, o thekua também se torna uma das principais oferendas levadas aos ghats nos dias seguintes.
Após a refeição ritual, inicia-se a fase mais exigente do Chhath: um jejum contínuo de aproximadamente 36 horas, sem ingestão de comida ou água. Esse rigor é compreendido pelos devotos como uma expressão de disciplina, devoção e entrega, realizada em busca de saúde, prosperidade e proteção para a família.

Tigela de kheer tradicional preparado durante o festival Chhath Pooja, decorado com amêndoas e açafrão
Tigela de kheer tradicional preparado durante o festival Chhath Pooja, decorado com amêndoas e açafrão

O terceiro dia é o coração visual e emocional do Chhath Puja. Vestidos com trajes tradicionais — frequentemente em tons de amarelo, laranja ou vermelho — os devotos se dirigem às margens dos rios carregando cestos de bambu cuidadosamente preparados. Neles, colocam frutas, cana-de-açúcar, doces tradicionais, coco, trigo e flores. Ao entardecer, quando o Sol se aproxima do horizonte, os devotos entram na água e oferecem arghya (água ritual) ao Sol poente, acompanhada de cânticos devocionais transmitidos oralmente há gerações. O reflexo do Sol na água, as vozes em uníssono e a concentração coletiva criam uma atmosfera de profunda solenidade.

Esse momento simboliza gratidão pelo dia que se encerra e reconhecimento pela energia solar que sustenta a vida.

Após o Sandhya Arghya, algumas comunidades realizam o Kosi, um ritual noturno no qual hastes de cana-de-açúcar formam uma pequena estrutura decorada com diyas (lamparinas de barro) e cestos com oferendas. A estrutura permanece iluminada durante a noite, preparando simbolicamente o ambiente para o ritual do amanhecer.

Devotos levando cestas de frutas para o rio durante o Chhath Pooja, em um gesto de fé e gratidão ao deus Sol
Pessoas carregando cestas de frutas na cabeça a caminho das margens do rio durante o festival Chhath Pooja na Índia
Mulheres em oração nas margens do rio, expressando devoção e fé durante o ritual sagrado
Mulheres orando na margem do rio durante um ritual religioso, com cestos de oferendas e vestes tradicionais coloridas

Ainda antes do amanhecer, os devotos retornam às margens do rio para o momento final do festival. O Usha Arghya é dedicado ao Sol nascente, associado à renovação e à continuidade da vida. Com as oferendas nas mãos, os devotos aguardam até que os primeiros raios de luz apareçam no horizonte. A oferenda ao Sol nascente encerra o voto. Após o ritual, o jejum é finalmente encerrado e o prasad (alimento oferecido ritualmente) é distribuído entre familiares, vizinhos e participantes. Esse gesto final marca não apenas o fim da austeridade, mas também o encerramento de um ciclo de devoção e disciplina.

☀️ Recomendação

O Usha Arghya, realizado diante do Sol nascente, acontece em um período do dia em que a radiação ultravioleta costuma ser menor do que nas horas próximas ao meio-dia. Mas, se depois do ritual você continuar ao ar livre por várias horas, especialmente sob sol intenso, vale proteger a pele. O Protetor Solar Facial Neutrogena Sun Fresh Derm Care FPS 70 — 40 g pode fazer parte dessa rotina, especialmente para momentos prolongados fora de casa.

Se você realizar uma compra por meio desses links, poderemos receber uma pequena comissão, sem custo adicional para você.
Protetor Solar Facial Sun Fresh Derm Care FPS 70, 40g

Protetor Solar Facial Sun Fresh Derm Care FPS 70, 40g

Marca:   Neutrogena
★ ★ ★ ★ ★ 4.8
Ver em outros países: Brasil | Estados Unidos | França | Portugal

Embora homens e crianças também participem do Chhath Puja, as mulheres ocupam um papel central. Muitas assumem o vrata (voto), realizando o jejum e conduzindo os principais rituais em busca de saúde, prosperidade e proteção para a família. Essas mulheres são chamadas de Vrati e seguem uma disciplina rigorosa durante os quatro dias do festival. Entre os momentos mais marcantes está a permanência nas águas ao entardecer e ao amanhecer, enquanto oferecem orações e cestas de alimentos ao Sol.

Devota em traje tradicional bihari segura um thali com oferendas enquanto realiza o sagrado ritual do Chhath Pooja
Mulher em traje tradicional de Bihar segurando um thali com oferendas durante o Chhath Pooja

O Chhath também se destaca pela liderança espiritual feminina. As Vratis participam da preparação das oferendas, dos cânticos e dos rituais, transmitindo esses conhecimentos entre gerações. A devoção a Chhathi Maiya, associada à proteção dos filhos e à fertilidade, reforça essa dimensão familiar e feminina do festival, no qual disciplina, fé e responsabilidade ocupam lugar central.

Decoração tradicional de pooja em casa, simbolizando pureza, devoção e boas energias
Decoração de pooja dentro de uma casa, com flores, lamparinas e ídolos cuidadosamente arranjados em um altar

Durante o Chhath Puja, as canções conhecidas como Chhath Geet fazem parte essencial dos rituais. Transmitidas oralmente de geração em geração, são cantadas principalmente em línguas como o Bhojpuri e o Maithili, narrando histórias, votos, devoção ao Sol e experiências familiares. As cores também estão presentes na celebração. As casas e espaços rituais podem ser decorados com rangolis (desenhos decorativos feitos no chão), utilizando farinha de arroz ou pigmentos naturais, enquanto diyas (lamparinas de barro) iluminam os caminhos até os rios e ghats durante os rituais ao amanhecer e ao entardecer.

A combinação de música, decoração e participação coletiva mantém viva uma tradição transmitida principalmente pela experiência e pela memória entre gerações.

Abaixo, uma bela canção que retrata a atmosfera espiritual e emocional do Chhath Puja.

YouTube thumbnail

Para assistir diretamente no YouTube, clique aqui

O Chhath Puja é mais do que um ritual religioso: é uma celebração de disciplina, gratidão e conexão com a natureza. O jejum, a imersão nas águas e as oferendas ao Sol expressam uma devoção que se realiza diretamente diante da natureza. Entre o amanhecer e o entardecer, o Chhath revela uma verdade atemporal: a luz não habita apenas o céu, mas também o interior de cada ser humano. Ao saudar o Sol, o devoto reconhece essa centelha divina dentro de si — a força que inspira, sustenta e orienta.

Ao saudar o Sol nascente e poente, os devotos também renovam seus votos de saúde, proteção e prosperidade. Simples em sua forma, o Chhath permanece uma das expressões mais marcantes da tradição solar da Índia.

Perguntas Frequentes

O que é o Chhath Puja?

O Chhath Puja é um dos festivais hindus mais antigos dedicados ao deus Sol (Surya) e à deusa Chhathi Maiya. Celebrado principalmente em Bihar, Jharkhand, Uttar Pradesh e no Nepal, ele expressa gratidão pela vida, saúde e prosperidade, através de jejuns rigorosos, oferendas e banhos rituais em rios sagrados.

Por que o festival Chhath é dedicado ao Sol?

O Sol é visto como a fonte suprema de energia e vitalidade. Ao adorá-lo, os devotos reconhecem sua importância para a vida na Terra e pedem bênçãos de força, saúde e equilíbrio. O ritual também simboliza a conexão entre o ser humano e a natureza.

Quem é Chhathi Maiya?

Chhathi Maiya é considerada a deusa protetora das crianças e símbolo da maternidade. Ela representa a energia feminina do Sol e é reverenciada como aquela que garante bem-estar, fertilidade e harmonia familiar.

Como é observado o jejum durante o Chhath Puja?

O jejum é extremamente rigoroso. Durante o segundo e o terceiro dia, muitos devotos passam 36 horas sem comer nem beber água. Essa prática é vista como um ato de purificação, disciplina espiritual e fé absoluta nos deuses solares.

Qual é o significado das oferendas feitas durante o pôr e o nascer do Sol?

As oferendas, conhecidas como Arghya, incluem frutas, cana-de-açúcar, arroz e flores colocadas em cestos de bambu. Elas simbolizam gratidão e humildade diante da natureza. O pôr do sol representa o término dos ciclos, enquanto o nascer do sol simboliza novos começos e esperança.

O Chhath Puja é celebrado apenas na Índia?

Não. Embora tenha origem em Bihar, o festival é amplamente celebrado em países com comunidades indianas e nepalesas, como Maurício, Fiji, Trinidad e Tobago, Reino Unido e Estados Unidos. Em todos esses lugares, o espírito de fé, pureza e gratidão permanece o mesmo.

Quanto tempo dura o Chhath Puja?

O Chhath Puja dura quatro dias consecutivos. Cada dia possui rituais específicos, que vão desde a purificação inicial e o jejum até as oferendas ao Sol poente e ao Sol nascente.

Por que o Chhath Puja é realizado perto de rios e corpos d’água?

A água é considerada um meio purificador e um elemento essencial para a vida. Realizar o Chhath Puja às margens de rios ou lagos simboliza a união entre Sol, água e ser humano, reforçando a harmonia com a natureza.

O Chhath Puja envolve templos ou sacerdotes?

Não. O Chhath Puja é único por não depender de templos ou sacerdotes. Os próprios devotos conduzem todos os rituais, mantendo uma forma direta, simples e ancestral de devoção.

Quando o Chhath Puja será celebrado em 2026?

Em 2026, o Chhath Puja será celebrado de sexta-feira, 13 de novembro, a segunda-feira, 16 de novembro, com o dia principal, Surya Shashthi, observado no domingo, 15 de novembro.